Partida da amêndoa

Processo de partir ou britar a amêndoa também designado por "partidela" da amêndoa. O processo era realizado nos meses de setembro e outubro. Antes da mecanização deste processo, a partida da amêndoa era efetuada manualmente, transformando-se num autêntico ritual. Praticado nas varandas, no interior das casas, ou até mesmo na rua, era normalmente aos serões que homens e mulheres vizinhos, numa dinâmica de entreajuda, se juntavam para realizar esta tarefa. Com o auxílio de uma pedra ("bruíço" ou "moisão") e um martelo metálico ("partidor", "cunha", "cavilha", "espigão", "esporão"), partia-se a casca da amêndoa libertando-a do miolo. A partida da amêndoa na região do Douro Superior constituía um momento social importante ao qual estava quase sempre associado a um contexto de convívio comunitário e onde era frequente a partilha de conversas, brincadeiras e a oferta de comida.

Categoria do PCICategoria do património imaterial: Agricultura e Silvicultura, Rituais coletivos

Memórias associadasMemórias associadas: Serões;





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